terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

PRESIDENTE GESTOR X PAPEL HIGIÊNICO

Passados os primeiros 30 dias da gestão Salmito Filho, a cidade de Fortaleza conhece, finalmente, a condução responsável e criativa do Poder Legislativo. Sem exaltações, sem holofotes, o jovem presidente inicia uma importante revolução com reflexos para a cidade e seus munícipes.
Salmito acaba de anunciar a construção de uma nova sede para o Poder Legislativo. E não cabe, sobre esse anúncio, qualquer contestação do ponto de vista administrativo, pois não será mais uma farra com o dinheiro público. É notória a improvisação que é a atual sede da Câmara. Um imenso caixote sem definição possível no âmbito da Arquitetura enquanto ciência. Sem espaço adequado para as manifestações populares e para o trabalho dos servidores e dos próprios parlamentares. Um monstrengo que foi comemorado insanamente pelas administrações anteriores da Casa.
Mas a grande novidade em si não está somente no anúncio da ampliação da sede. A revolução se faz, inclusive, no enxugamento da máquina, começando pela folha de pagamento. A maioria torce o nariz para este tópico. Mas era uma realidade, até dezembro passado, a convivência do Poder Legislativo com centenas de “trabalhadores” que sequer sabiam o endereço da repartição.
Há uma grande comoção, com gente surgindo de todos os bairros, estados e até de outros países, se apresentando para o trabalho sob a égide do novo administrador, que em nada é conivente com essa prática. Durante décadas a Câmara vem se arrastando como uma mula velha, cansada, sem fôlego. Mas como agir e pensar diferente com tantos contrapesos.
Além de anunciar um projeto arquitetônico totalmente pensado para o povo, com espaços de convivência e para a difusão cultural, o que realmente revoluciona é a sua construção custeada pela própria dotação orçamentária do Legislativo.
Mas Como? Com a economia proporcionada pela boa gestão dos recursos públicos. E o que dizer de outras administrações que deixavam faltar até papel higiênico nos banheiros da Casa? Simples. Aprendam com Salmito que para administrar o dinheiro do povo, na maioria das vezes, o muito é muito pouco. Porém, nessas raras e boas exceções que a política nos proporciona, o pouco é mais do que suficiente.
Assim a Câmara Municipal inicia uma nova era. A era do planejar, do realizar e do cuidar realmente dos interesses dos seus representados.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

FARRA AMBIENTAL: SOCIEDADE CIVIL REAGE


A Operação Marambaia, realizada pela Polícia Federal foi somente o arremate de uma ofensiva pouco disfarçada dos órgãos reguladores do Meio Ambiente. O Ibama, a Semace e a Semam, tem a função precípua de guardiões do meio ambiente.
A farra foi demasiadamente exagerada. Deu na vista. Basta um olhar um pouco mais atento para a orla e para os grandes loteamentos e empreendimentos turísticos, que se percebe a permissividade.
A sociedade civil, comprometida com a defesa do meio ambiente pede o imediato afastamento dos gestores da Semace e da Semam. Além da prisão, que aponta para um envolvimento direto na libertinagem das licenças ambientais para empreendimentos suspeitos, pesam sobre esses gestores a desconfiança de importantes entidades e personalidades, dentre as quais: Fórum Cearense do Meio Ambiente / Movimento SOS Cocó / MST / Frente Popular Ecológica de Fortaleza / Associação dos Geógrafos Brasileiros / Movimento Pró-Parque Raquel de Queiroz e Lagoa da Taperaoba / Fundação Mata Atlântica Cearense / Instituto Terramar / Pastoral dos Pescadores e Pastoral do Migrante / União Protetora dos Animais Carentes.
Em nota amplamente divulgada na cidade, estas entidades, somadas a tantas outras, exigem a apuração dos fatos e o imediato afastamento dos gestores envolvidos.
Uma das principais reivindicações apresentadas é a moratória de 60 dias para a concessão de novas licenças ambientais. O tempo seria destinado a uma investigação mais minuciosa sobre os possíveis desvios de conduta dos gestores.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

TRECHOS DO DISCURSO DO PRESIDENTE LULA NA REUNIÃO DO G-20


Veja como um chefe de estado desafia a rotina do mercado financeiro. Tenho orgulho de ser brasileiro.


"A crise nasceu nas economias avançadas. Ela é conseqüência da crença cega na capacidade de auto-regulação dos mercados e, em grande medida, na falta de controle sobre as atividades de agentes financeiros.
Por muitos anos especuladores tiveram lucros excessivos, investindo o dinheiro que não tinham em negócios mirabolantes. Todos estamos pagando por essa aventura. Esse sistema ruiu como um castelo de cartas e com ele veio abaixo a fé dogmática no princípio da não-intervenção do Estado na economia.
Muitos dos que antes abominavam um maior papel do Estado na economia passaram a pedir desesperadamente sua ajuda.
Em meu discurso na abertura da Assembléia Geral da ONU afirmei que era chegada a hora da política. Me associo, agora, aos que pensam ter chegada a hora da mudança.
Temos de trazer para a esfera pública decisões antes tomadas por supostos “especialistas”, mas que só serviam interesses privados. É amplamente reconhecido que o G-7, sozinho, não tem mais condições de conduzir os assuntos econômicos do mundo. A contribuição dos países emergentes é também essencial."
(Trecho do discurso do Presidente Lula na Reunião Plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro - São Paulo - 8/11/2008)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ORGULHO DE SER BRASILEIRO


O Presidente Lula devolveu aos brasileiros uma parte da auto-estima dantes arrancada de nós pelo imperialismo americano. O velho operário rasgou tratados de ciências econômicas e desbancou a lógica do mercado financeiro que, até bem pouco tempo aprendi, sentado na sala de aula na FEAAC, era caracterizado pelo seu poder de auto-regulação.

Lula, a voz do povo brasileiro falando para quem domina 90% da riqueza mundial, não se acanhou, não se solidarizou com a debiloidisse que é o sistema capitalista. Foi um tapa na cara da mesmice cruel, que gera fome, guerras, recessão.

Em alto e bom tom, nosso "Obama do Nordeste" fez sarcasmo da deplorável cena onde o mercado financeiro de pires na mão, espera a intervenção dos governos em todas as partes do mundo.

Vou rasgar o Manual de Economia da Equipe de Professores da USP. Que coisa, hein? Me custou R$ 85,00. Prejuízo que minhas aplicações não vão recuperar jamais.