Passados os primeiros 30 dias da gestão Salmito Filho, a cidade de Fortaleza conhece, finalmente, a condução responsável e criativa do Poder Legislativo. Sem exaltações, sem holofotes, o jovem presidente inicia uma importante revolução com reflexos para a cidade e seus munícipes.Salmito acaba de anunciar a construção de uma nova sede para o Poder Legislativo. E não cabe, sobre esse anúncio, qualquer contestação do ponto de vista administrativo, pois não será mais uma farra com o dinheiro público. É notória a improvisação que é a atual sede da Câmara. Um imenso caixote sem definição possível no âmbito da Arquitetura enquanto ciência. Sem espaço adequado para as manifestações populares e para o trabalho dos servidores e dos próprios parlamentares. Um monstrengo que foi comemorado insanamente pelas administrações anteriores da Casa.
Mas a grande novidade em si não está somente no anúncio da ampliação da sede. A revolução se faz, inclusive, no enxugamento da máquina, começando pela folha de pagamento. A maioria torce o nariz para este tópico. Mas era uma realidade, até dezembro passado, a convivência do Poder Legislativo com centenas de “trabalhadores” que sequer sabiam o endereço da repartição.
Há uma grande comoção, com gente surgindo de todos os bairros, estados e até de outros países, se apresentando para o trabalho sob a égide do novo administrador, que em nada é conivente com essa prática. Durante décadas a Câmara vem se arrastando como uma mula velha, cansada, sem fôlego. Mas como agir e pensar diferente com tantos contrapesos.
Além de anunciar um projeto arquitetônico totalmente pensado para o povo, com espaços de convivência e para a difusão cultural, o que realmente revoluciona é a sua construção custeada pela própria dotação orçamentária do Legislativo.
Mas Como? Com a economia proporcionada pela boa gestão dos recursos públicos. E o que dizer de outras administrações que deixavam faltar até papel higiênico nos banheiros da Casa? Simples. Aprendam com Salmito que para administrar o dinheiro do povo, na maioria das vezes, o muito é muito pouco. Porém, nessas raras e boas exceções que a política nos proporciona, o pouco é mais do que suficiente.
Assim a Câmara Municipal inicia uma nova era. A era do planejar, do realizar e do cuidar realmente dos interesses dos seus representados.



